quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Viagem para Floripa- Dia 1: Cartografando


O ônibus após deixar o pessoal no Qualite entrou no Oceania dando uma longa ré até conseguirmos ver azulejos de golfinho e um prédio com varandas azuis. Ao parar, havia um monitor com bigode bem arrumado, jurava que o apelido seria Mario Bros (era Uber), e um gatinho com cabelo raspado do lado e óculos escuros (PG- puto gostoso kk)

Eram umas 11hs, já havia acabado o café da manha e não conseguimos prolonga-lo. Estávamos morrendo de fome. A nossa turma foi a primeira a entrar no hotel todos juntos e sentamos na sala para a reunião de chegada. Aos poucos outros foram chegando e sentando. Restava decidir uma coisa... quais baladas nos iriamos? Ficamos antes da reunião e quando acabou conversando e decidindo. No final cada um escolheu as que queria, mas ninguém foi no Café de la Music.

Chegaram todos os monitores na frente para as apresentações e iniciar todas as regras. Tópicos:

1- Caso sujar o lençol terá que pagar o conjunto inteiro- R$150 (ABSURDO!)
2- Todos são grandinhos e sabem seus limites, caso fique bêbado ouvira sermão
3- Verificar se há algo faltando ou quebrado no quarto ao entrarmos, se não notificarmos teremos que pagar... muitoooo caro
4- No ultimo dia terá que devolver os cartões, caso perder terá que pagar R$5 (quando fui no Adventure o custo era R$150, grudei no cartão durante 4 dias, achava estar carregando ouro)
5- Não tirar a pulseira, será o controle da viagem e passara pelo Palme do Boca (Boca porque era o monitor responsável)
5- Se descumprir as regras e fizer uma grande besteira ou for pego com drogas voltara para casa

Como consegue se lembrar de tantas regras? Gosto de sabe-las para descumpri-las moderadamente, durante o diário percebera que descumpri a 2, 4 e quase a 1.

Após a reunião pagamos as festas que iriamos, caso não fosse receberíamos o reembolso no dia seguinte a partir de segunda. Escolhi a Devassa, Terraza (fantasia, já inclusa), Le Barbarron (já inclusa), Life White Party (branco, já inclusa), Milk (amo eletrônica), P12 (já inclusa), Pacha e Red Side (já inclusa). Havia as festas do contrato (P12 e Life White Party) e as 3 festas que ganhei pela data que fechei (Terraza, Le Barbarron e Red Side). Não havia pensando na Milk, mas depois de contarem que era só de eletrônica, um ingresso em Floripa era R$350 e havia vacas de ouro... #PARTIU. Confesso só queria ver as vacas de ouro. Única festa que foi todo mundo foi a Devassa.

As minhas colegas de quarta eram a Petra e a Bia. Antes de pegarmos o cartão, a Petra conversou comigo sobre bagunça, ela é Ariana e eu Virginiana, ela gosta de bagunça e eu gosto de tudo certinho. A Pé só faz bagunça no canto dela e não queria ninguém arrumando, melhor impossível, não estava afim de ser a chata e não gosto de ver calcinha espalhada.

As meninas ficaram no quarto 122, os meninos no 123 e nos no 202. O quarto era enorme, cabia toda a turma e sobrava espaço, perfeito, nada errado, só a TV que só começou a funcionar a partir de quarta graças a Bia que chamou o técnico (era só conectar o fio... sem palavras). Só colocamos um biquíni e dinheiro para comer.

Bia juntos as camas dela e da Pé, era um costume das 2 ficarem juntas e já haviam feito aquilo no Med. Enquanto nos arrumávamos, Bia disse: 'enquanto o avião estava saindo do chão fiquei escutando "Alma de Pipa voada"', as 2 começaram a conversar sobre a letra e desde aquele momento Pedra cantava aquela musica todos os dias da viajem. Até hoje ainda fico com aquela musica na cabeça e quando escuto lembro dela cantando durante aquela semana.

Descemos as escadas, batemos na porta dos meninos e fomos ao 122. Sabe alguém com muita fome que começa a ficar irritadamente chata sem comida, exemplo eu naquele momento. Percebi que o pessoal era muito virginiana, havíamos chegado e estavam arrumando a mala inteira no armário. Estava começando a pirar depois de alguém tempo desci para pegar a senha do wi-fi. Passou-se um tempo, nada de alguém descer, até voltar ao quarto, ver os meninos jogados na cama e combinarmos de quem já estava pronto ir ao portão. Todo mundo estava morto de fome. Deu certo, 5 minutos depois vimos quem sobrava descendo as escadas do hotel com o Uber que também estava morrendo de fome.

Esqueci de dizer, era autorizado circular em qualquer lugar até as 18h, quando o portão fechava. No caminho, perguntamos a origem do apelido de Uber, por que tinha 25 anos, não sabia dirigir ainda e adorava usar Uber. Original e ótima justificativa.

Fomos a 2 mercados da região, o primeiro não tinha nada, o segundo tinha tudo e dava para comprar bebida sem RG. Também não contei, era a unica de 18 anos e disse antes da viagem que não compraria bebida para menor. Adiantou para alguma coisa a consciência? Todo mundo dos 2 hotéis comprava bebida e comida aquele mercado, devem lucrar muito nestas épocas do ano. O nosso almoço foi sanduíche e depois fomos a praia na frente do hotel.

O chão da rua era todo de tijolos de pedra, a praia ficava no quarteirão seguinte no beco. Na entrada tínhamos que tomar cuidado com as pedras soltas. A areia era tão fina, macia e fria, fazia muito tempo que não encostava o pé na areia, era tão maravilhoso e ver o mar na sua frente. Naquele momento agradeci só por estar ali. Dava um passo de cada vez, fazendo a areia ficar grudada no meu pé. Os meninos, a Mayara, Malu e a Petra ficaram sentados na areia enquanto eu, a Lorrana e a Bia fomos para o mar. Elas andaram para o fundo sem medo algum, mas continuei na borda olhando as duas de mãe dadas pulando as ondinhas. A minha mãe dizia, quando se entra no mar peça permissão, nunca se sabe o que pode acontecer, não ocorreu nada, mas o mar estava brava (todos os dias foram assim) e conseguia ouvi-lo dizer no meu ouvido com uma voz roca "não entre". Resolvi dar mais alguns passos até o joelho e vendo-as de longe. O vento soprava no rosto, com um ar tão puro e salgado do mar, as ondas bravas esbarravam no joelho cada vez mais bravas conseguindo puxar-me para trás, lutava para continuar no lugar onde estava e comecei a sorrir pulando as ondas que vinham e nadando cachorrinho em outras.

As meninas pareciam paisagem de tão longe e chamavam-me para ficar ao lado delas. Queria muito, mas olhava o mar e ouvia-lo falando no meu ouvindo. Resolvi ficar onde estava, olhando-as de mão dadas ou dançando e cantando ou escolhendo uma onda bem grande para nadar por dentro. Tão vivas e tão jovens. Gostaria de parar naquele momento.


Sentei na areia e comecei a brincar com a areia molhada nas mãos. Realmente voltei a infância por alguns minutos. Escrevi Floripa na areia para tirar foto, mas o Lucas havia feito uma tag bem grande. Vi as meninas voltarem para a areia e voltamos para o hotel.

O pessoal foi para o quarto e fiquei um pouco naquela piscina super gelada com a Bia e a Lorrana. Não sei como conseguiram atravessar a piscina gelada, fiquei na borda só com os pés. Uber sentou na cadeira e nos três ficamos conversando. Contou que sempre faz viagens com o 3 EM, pois adora a maturidade, mas havia a oportunidade de ir no Med no outro mês. Ficamos um pouco e subimos para o quarto.

Sobre desobedecer um dos itens... estava usando um pano vermelho na cabeça, acabou molhando, coloquei no lençol e um pouco do corante foi para o branco. Fiquei desesperada, não tinha como pagar R$150 naquilo, mas a sorte foi: a moça não percebeu, levou o lençol e não paguei nada.

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