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4 de junho de 2018

Resenha: "Quem é você Alasca?", primeiro livro do John Green


Quem é você Alasca? Quem somos nós? Por que o mundo é mundo? São perguntas que morreremos sem resposta. O primeiro livro escrito por John Green, nos faz pensar sobre a vida, a vontade de vive-la e mostra que necessitamos buscar o grande TALVEZ de Miles (narrador protagonista) ou o nosso grande TALVEZ. 

O que seria esse TALVEZ? A razão de viver, a vontade de levantar da cama, os desejos e sonho... quem sabe? 

Miles ama últimas palavras, ditas antes de morrer, e as coleciona na sua mente, como fazemos com papel de carta e canetas coloridas. O "grande talvez" de ...., foi o motivo dele ter ido para um colégio interno e ter conhecido ....(Coronel) e Alasca, o melhor amigo e o primeiro amor.


Alasca era uma mulher autentica, surpreendente, inexplicável e muito inteligente que fez Gordo (apelido dado por ... devido dele ser magro demais) se apaixonar. Ela fornecia cigarro para o grupo, dava aulas de calculo antes da prova e junto com o Coronel bolava as melhores pegadinhas.

Porém, ela era problemática e acabou morrendo. Por que? Essa é pergunta que você saberá a resposta lendo o livro... acho que já dei muito spoiler para uma resenha só.

Voltando ao assunto, o protagonista representa nossas curiosidades pela vida, ambições e vontade de aprender e refletir os novos aprendizados que temos na adolescência. Difícil não se identificar e sentir suas angustias, medos, alegrias e não dar risada junto. Parece que você faz parte do grupo de amigos de Miles.

Se arrependimento matasse seria por não ter lido esse livro antes, pois só consegui em Dezembro de 2017, após ler "Tartarugas até lá embaixo". Se me perguntar qual eles é melhor a resposta seria não sei, pois todos os livros do John nos provocam de um jeito único e especial.

16 de maio de 2018

Playlist: Dicas de Will

Ano passado fiz varias amizades no cursinho e uma delas foi o Will. Com uma alma sensível, sonhadora, livre e esperançosa. Já definindo o seu estilo de músicas e o jeito de levar a vida. Acho que o que escutamos nos define, sinceramente eu não precisava dizer nada disso só colocar a lista e deixa-los conhecer o Will.


1- Selvagens à Procura de Lei - Tarde Livre
2- Emicida - Hoje Cedo (part. Pitty)
3- Vespas Mandarinas - Não sei o que fazer comigo
4- Matanza - Tempo Ruim
5- Capital Inicial- Ficção Científica
6- Vespas Mandarinas - Cobra de Vidro
7- Capital Inicial - Quatro Vezes Você
8- Pitty - Na Sua Estante
9- Vespas Mandarinas - O Vício e o Verso
10- Teatro Mágico - Cidadão de Papelão
11- Raimundos - Baculejo
12- Vespas Mandarinas - Santa Sampa
13- Selvagens À Procura de Lei - Despedida
14- Vivendo do Ócio - Nostalgia
15- Titãs - Disneylândia
16- Selvagens á Procura de Lei - Mucambo Cafundó
17- Gabriel o Pensador - Surfista Solitário (com Jorge Ben Jor)
18- Charlie Brown JR. - Senhor Do Tempo
19- Vespas Mandarinas - Daqui pro Futuro
20- Charlie Brown Jr. - Só os Loucos Sabem

1 de maio de 2018

Viajem a Floripa- 3 dia: Diversão no hotel


Uma coisa sobre qualquer viajem: não se pode fazer e querer tudo, escolha apenas o mais importante.

Aquela noite teria a balada da Fildes, que segundo as informações seria o dia do sertanejo. Uma festa paga. Então como não sou fã, só gosto de algumas músicas, escolhi economizar e ficar no hotel. A Petra, Giovanna e Lorrana foram, enquanto os demais ficaram no hotel.

A Bia havia se mudado praticamente para o 122, na verdade era meio inevitável, aquele era o lugar onde todos se encontravam e ficavam juntos. Como também onde ocorria os esquentas antes das festas e ponto de encontro para todos os encontros de café da manhã á jantar. Além do 202 ter se tornado o camarim para ficar gata antes das festas, depois do janta.

Depois daquela briga desnecessária, achei que seria um momento para ficar com os monitores, então desci com a Petra para o saguão. Enquanto ela iria para a festa eu ficaria no sofá. Porém aquela tornou-se uma noite fantástica. O que mudou?

Encontrei Mayara no parapeito de vidro, na porta do hotel, conversando com Victoria e Vitor, duas mulheres autênticas, cheias de personalidade e muito divertidas. Não lembro como começou a conversa, mas ficamos ali por muito tempo até decidimos ir a garagem jogar Sinuca.


A garagem ficava a baixo de tudo do hotel, era calmo, com varias mesas de sinuca espalhadas e uma caixa de som grande que sempre tocava funk. Naquela noite, havia mais 3 pessoas jogando, das quais logo pararam para conversar conosco e jogar junto. Não ligavam para o tão horrível eram aquelas jogavas desastrosas, estávamos nos divertindo e rindo. Só a Mayara, Victoria e Vitor jogavam bem, mas ninguém chegava ao meu nível de principiante (pior impossível), não sabia nem segurar o taco.

Durante aquelas horas, a Mayara tentou me ensinar a pelo menos segurar o taco certo. Claro, não aprendi tão bem, preciso de mais aulas, pelo menos acertei algumas bolas no buraco (hahahaha).

De repente a Malu apareceu falando que iria pedir pizza, aceitei participar e fui pegar o dinheiro. Quando voltei continuamos até a pizza chega. Eu e Mayara fomos para o quarto 122, onde estava a Bia de conchinha com a Malu e os meninos jogados na cama dormindo vendo o filme e a pizza aberta pela metade. Aquela noite não poderia ter sido mais perfeita...

No dia seguinte, a Bia e a Malu contaram que o homem da entrega da pizza havia dito que não gostava da comida de Floripa e havia emagrecido no tempo que morava no local. As meninas da festa pegaram o último ônibus, pois aquela foi a melhor balada, segundo elas e todos os presentes. Pelo jeito havia tocado de tudo um pouco: pop, rock, funk, sertanejo e etc.

Naquela viajem, principalmente naquela noite, vi algo diferente na Mayara durona, forte e valente da escola, mas uma mulher doce, extrovertida e simpática. Gostei de conhecer esse lado tão meigo e mantive até hoje uma admiração por ela.

3 de abril de 2018

Resenha: Tartarugas até lá em baixo, historia de emoções


A cada historia o John Green consegue transpor todos os pensamentos, sentimentos e emoções de uma vida de um adolescente comum, os seus medos, angustias e ambições. Isso faz o John ser o nosso melhor amigo e psicologo mais distante no qual nunca tivemos. Sabem por que? Ele consegue transcrever os próprios sentimentos e pensamentos. Você não precisa ser ele ou J. K. Rowling, para tornar-se um grande escritor basta colocar os sentimentos para fora. Fácil? Quase impossível.

Tartarugas até lá em baixo é o melhor livro de Green? SIM. Por que? Só lendo para saber, mas tendo uma preterição, vou dizer.

Aza Holmes (não Sherlock Holmes, quem dera), sofre de TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo), uma síndrome que deixa algumas manias, como tocar, por atrair germes, deixar as coisas no lugar exato (não ache que virginiano tem TOC, não generalize). Resumidamente, só quem tem sabe descrever. Ela leva a amiga em um lugar escuto e diz: 

   "     Se girar algumas vezes, não vai saber de que lado fica a entrada 
            e de que lado fica a saída. Isso é assustador. Agora imagine
            se não pudéssemos conversar, se não conseguíssemos ouvir a
            respiração uma da outra. Imagine se não tivéssemos tato, ou
            seja, se mesmo uma ao lado da outra não tivéssemos ideia dis-
            so. Imagine que você está tentando encontrar alguém, ou até
            tentando encontrar a si mesma, mas não pode contar com ne-
            nhum dos seus sentidos, não tem como saber onde estão as
           paredes, ou o que fica à frente ou o que fica atrás, ou o 
           que é água e o que é ar. Você está sem seus sentidos e sem 
           forma...Sua sensação é de que você só consegue descrever o 
           que é se identifica o que não é, e você está flutuando sem 
           rumo num corpo completamente fora do seu controle. Não é você 
           quem decide de quem gosta, ou onde mora, que horas come, do
           que tem medo. Você está presa e pronto, totalmente sozinha
           nessa escuridão. É assustador. Isto-fiz uma pausa para ligar
           a lanterna- é controle. Isto é poder. Mesmo que haja ratos e
          aranhas e o cacete, somos nós que lançamos luz sobre todas essas  
           coisas, não o contrario.                                       "

Durante o livro, realmente impressionante, o John sofre disso desde sempre e descrever tão bem os pensamentos de Aza nos faz entender como uma pessoa com TOC se sente e conseguimos entrar na sua mente. 

Um professor, nesse chegou no 1º dia de aula e contou ter TOC, isso antes de contar a historia de Channel (kkk), disse que as carteiras nunca poderiam estar desorganizadas, se não teria um treco e antes do tratamento não poderia ver nenhuma blusa colorida, se não desviava toda a sua atenção e não conseguia dar aula. Não entendia por que tudo aquilo antes de ler o livro.

O pai bilionário de um antigo amigo de Aza desaparece, caso tivesse noticias de onde encontra-lo ganharia 100 mil dólares, a sua BFF Daisy, fanática de Star Wars e escritora de fanfics de Ray e Chewbacca, tem a ideia de procurar por esse bilionário e conseguir a recompensa.

O que você faria com 100 MIL DÓLARES? Não sei vocês, mas eu ajudaria uma ONG e faria intercambio. Elas iriam usar para pagar pelo menos o inicio da faculdade, nos EUA as faculdades custam uma fortuna.

O resto não vou contar, mas essa historia se trata de amizade, superação, autoconhecimento, cultura pop, amor, sinceridade e adolescência. 

Se eu colocar spolier ninguém vai ler a resenha, mas da metade do livro para o final fiquei abismada, obtive autorreflexão sobre a vida, desejos e saber quando se faz uma escolha certa. As vezes escolhemos alguns caminhos, outras pessoas cruzam a nossa vida para balança-la e também fazem as próprias escolhas. Além de dinheiro não é tudo na vida, mas as pessoas nas quais nos importamos são muito mais importantes. LEIAM!!

Vejam o vídeo do John contando sobre o livro no seu canal do Youtube:



Ps: sobre o título, na pagina 200 e alguma coisa há uma explicação, nada satisfatória. Não vou contar, mas se não entendeu, na livre interpretação: o universo é infinito, não se sabe o seu fim, pode haver qualquer coisa nele ainda não descoberta, como tartaruga.   

22 de março de 2018

Playlist: Clips do dia-a-dia


Quem não gosta daqueles clips incríveis cheios de eleitos e muita dança? Acho que todo mundo adora, mais também tem aqueles clips fofos que mostram o dia-a-dia que também são demais. Fiz uma playlist com clips que mostram o dia-a-dia e que são para ouvir no dia-a-dia também.

1- Clean Bandit - Rather Be (feat. Jess Glynne)
2- Katy Perry - Roar (Lyric Video)
3- Eminem - Headlights  (ft. Nate Ruess)
4- Bruno Mars - The Lazy Song [ALTERNATE OFFICIAL VIDEO]
5- 5 Seconds Of Summer - She Looks So Perfect
6- Jessie J - Masterpiece
7- Tove Lo - Habits (Stay High)
8-  Duke Dumont - I Got U  .ft. Jax Jones
9- Charlie Puth- We Don't Talk Anymore
10- Alok e Bruno Martini- Hear Me Now
11- Bad Liar- Selena Gomez

5 de fevereiro de 2018

Viajem a Floripa- Dia 3: Le Barbaron


Na noite anterior, no Terraza, havia ficado bêbada, acordei normal, sem dor de cabeça e nenhuma tontura. O fato por ter deixado todos para ficar com a Ana e a Gabi e o meu status de bêbada foi o assunto do café da manha. Dialogo:

Bia: "era a festa que você mais queria e foi ficar justamente bêbada". Resumindo estragou a sua noite. Eu:"foi maravilhoso do mesmo jeito, aquela bebida estava ótima e não me arrependo".
Marcelo: "Oxe Carina, você dá lição de moral para não bebemos muito, que não daria seu RG para comprar bebida e tal, mas foi a única a ficar bêbada". Todos estavam acostumados a beber, não ficavam mais com o efeito, sobre o RG minha moral falou mais alto. Além do mercadinho da esquina faturou muito vendendo bebida para menor.

Após o café o Boka, monitor chefe, me puxou para conversar e resumidamente disse para se controlar e curtir a viajem sem ficar bêbada. O que achei daquilo tudo: um saco. Aceitei na boa, sabia que era só tiração de saro e o monitor foi bacana.

Havia 2 festas a tarde, em restaurantes na frente da praia, o Le Barbaron (estava incluso quem pagasse até tal data e quem conseguiu foi) e o Café de lá Music (esse ninguém foi do grupo). Esse era o dia do primeiro.

Foram eu, Mayara, Gi, Bia e Lolo. O ônibus estava super animado, tocava muito funk, aproveitamos a luz para tirarmos muitas fotos durante o caminho. Tinha 2 andares e ficávamos sempre no andar de baixo, que havia menos cadeiras, estávamos em menor número, era tipo nossa exclusividade e os monitores ficavam junto.

Ao chegarmos, as meninas foram na frente juntas de braços dados, mas achei aquela vista uma das mais lindas das quis já havia visto e comecei a fotografas. Nisso também tirei com os monitores e fizemos algumas brincadeiras.

As meninas haviam tirado a foto juntas na abertura e foi para o Instagram da Forma, elas ficaram o dia inteiro falando naquilo. São maravilhosas e ficaram lindas na foto.  Depois corri para acompanha-las.

Aquele lugar era surreal, parecia construído por 5 pessoas em uma semana, não era algo muito elaborado e as taboas do chão pareciam meio soltas e grande espaço de ar entre elas. Também havia um DJ tocando músicas animadas, estilo Califórnia, varias mesas de madeira e garçons espalhados.

Caminhamos na praia, estava um pouco nublado, tinha chovido um pouco antes, mas a paisagem ainda estava linda e dava para tirar muitas fotos. Entrar na água era impossível, estava muito gelada, mas dava para conversar na areia e os monitores rodavam a praia o tempo todo para ficar com a galera.


Decidimos voltar ao restaurante, mas na porta tinha 2 moços fazendo tatuagem de rena, falei para pararem, pois estava louca para fazer um desenho de lobo, na qual estava pensando em tatuar de verdade. No final, tatuou de cabeça para baixo e ganhei um desconto. Foram 5 minutos e perdi elas.  Procurei no lugar inteiro, liguei (era horrível a ligação, tinha que colocar o DDD na frente e as vezes não funcionava) e nada. Foi besteira, mas fiquei chateada e armei uma briga mais tarde no mesmo dia. Estou contando, pois se você está lendo e vai fazer viajem de formatura saiba que é normal essas coisas acontecerem. Naquele momento, aquelas são as únicas pessoas para acudi-lo, para conversar e confiar. Não há pais e familiares. Havíamos ido naquela viajem, pois confiávamos uns nos outros e queríamos passar aquele momento especial juntos.

Naqueles dias, eu estava em estase, como todos, mas cada um haje de um jeito, acabei ficando ainda mais intima da minha turma. Porém aquelas pessoas das quais conheci eram diferentes e fiquei curiosa pela novidade. Não pensei na chance de nunca mais vê-los, só queria aproveitar todo aquele fogo da juventude.

Voltando. Não as encontrei, estava morrendo de fome, comecei a conversar com uma galera e dividi 5 pasteis pequenos de R$22 com uma garota. Um absurdo de pastel. Depois fui na praia novamente, quem sabe estaria ali, mas conheci 2 garotas solteiras, as únicas da sala sem namorado.

De repente encontrei a Fanny, não acreditei, ela havia estado comigo na Adventure em 2013, no 9º ano. Muita emoção, quem diria.

Terminei a tarde dançando loucamente nas taboas de madeira. Amei aquela tarde. Até um monitor chegar e dizer que aquele era o último ônibus para o meu hotel. Isso já era 17h.

16 de janeiro de 2018

Resenha: filme Fala sério, mãe!, nostalgia da infância


Cresci presenciando os livros de Fala sério, da Thalita Rebolsas, sendo lançados e ver agora a cada ano suas belas obras nas telas do cinema faz perceber o quanto estamos ficando velhos. Além de felicidade e orgulho por acompanhar essa grande autora obtendo ainda mais sucesso.

 O filme, como o livro, foi dividido por 2 partes. A primeira, narradora pela mãe Ângela Cristina durante o desenvolvimento da filha Maria de Lourdes, Malu, até seus 13 anos. Mudando para a segunda, a filha. Mostrando 2 visões diferentes da vida e da evolução das personagens durante os anos.

Assisti ao filme com a minha mãe, que não acreditou o quanto era parecida com a personagem de Ingrid Guimarães ao ver o trailer e viu que fez comigo e o meu irmão alguns dos micos. Por exemplo, quando Malu pede para a mãe deixar longe do portão da escola. Então, um dia o meu irmão pediu o mesmo, indignada acabou deixando ele no final da rua, mas quando ele chegou na porta do colégio ela parou o carro na frente e gritou "mamãe te ama, filhão!!".O MAIOR MICO! Nunca mais pediu, deixava-o na frente da escola todo dia enquanto saia do carro com o capuz na cabeça.

Mãe nunca muda, sempre preocupada demais e querendo o melhor para os filhos. Só reconhecemos depois de mais velhos o quanto eramos desengonçados, irresponsáveis e avoados. Sempre esquecíamos algo, não nos preocupávamos com o perigo e fazíamos cada arte na escola que era digno de bronca do diretor.

Na verdade, as mães acabam vendo os filhos sempre como crianças a serem educadas e protegidas do mundo. Se fosse possível, todas teriam o programa Arkangel, da serie Black Mirror, para monitorar os filhos e evitar as ameaças. Elas também querem nunca deixa-los ir embora e sempre acompanhar todos os passos, momentos e fazer parte integralmente de suas vidas.

Cortar o cordão umbilical acaba se tornando o pior pesadelo delas, não ser mais a total fonte de conforto daquele ser que foi nutrido de amor e nutrientes por tanto tempo. Necessita-se controlar os males do mundo exterior. Deste modo, a ideia de morar em condomínios com muros e dar um celular para saber todos os movimentos da criança acabou sendo uma solução para a sociedade contemporânea.

Porém, toda essa prevenção não é Arkangel, ou seja, não garante 100% a segurança e algum dia a mãe não estará mais presente para falar todos os conselhos que tanto repete. Esse sendo o motivo de fazer todos aqueles micos, justamente para NUNCA esquecer os seus ensinamentos.

Concluímos que Ângela e Malu são metáforas de todos os pais e filhos, tendo cada um a própria historia, mas se assemelham nos mesmos objetivos, vontades e desejos. Além de pelo menos um mico no filme você leitor já tenha passado.

Conte nós comentários uma historia com a sua mãe.  

9 de janeiro de 2018

Crítica: 4 temporada de Black Mirror, se afoga no cotidiano


Uma serie muito bem bolada, mostrando por realidades distópicas e de modo exagerado uma boa crítica a sociedade contemporânea, na qual vive conectada no vicio por tecnologias cada vez mais modernas e que inspira o sensacionalismo pelo desejo de aparecer cada vez mais, por meio de fotos e holofotes invisíveis e físicos. Episódios como "Queda livre", o fanatismo por status nas redes sociais; "Volto já", a tecnologia tentando recompensar a morte; e "15 milhões de méritos", a busca pela fama. Eles nos conversem a pensar sobre os nossos atos na sociedade atual e nas suas consequências.

Essa nova temporada perdeu a habilidade da crítica, do exagero e a necessidade constante da tecnologia. Na verdade, tentou provar o quanto mal as inovações tecnológicas fazem mal ao ser humano e podem se voltar contra nos. Foram 8 episódios tentando provar a mesma teoria. Além de personagens monótonos (...)

Em "Metalhead", foram 41 min uma mulher correndo de um cachorro robô. O que aconteceu para chegarem aquilo? Por que ter medo dele? Qual o objetivo dela, só pegar uma caixa com ursinhos de pelúcia? NADA. O contexto para o publico entrar dentro do episódio não teve, faltou esse açúcar. Além de estar tudo de preto e branco, uma boa ferramenta, na qual foi mal usada.

Por que mal usada? Esse fundo cria um tom profundo na imagem, uma margem de época ou neutralidade. Suposições. Como no filme "Lista de Schindler", o preto e branco auxiliou para demonstrar o sofrimento daquelas cenas da 2 Guerra Mundial. Quando mostrou aquela menina com casaco vermelho para um cenário sem cor foi a maior crítica de todos os tempos. Isso faltou naquele episódio. Qualquer detalhe faz toda a diferença.

Devido aquelas cenas de escalada e enfoque no rosto, parecendo um remake de Jogos Vorazes. Houve outro capitulo com amor por sagas. E quem nunca sonhou na chance de viver na sua saga favorita?

O personagem Robert Daly, de "USS Callister", criou um jogo que recria o Star Trek, para tornar-se o poderoso e heroico Capitão Daly. Na realidade, era um homem infeliz, sem poder de decisão e fraco. Um terror psicológico de trabalho ideal para o Black Mirror demostrar as frustrações e dramas. Porém não saiu da normalidade da situação. Parece um filme de Seção da Tarde.

Como ele fez isso? Com o aparelho criado no "Versão de testes". Outros episódios também usaram tecnológicas criadas nas temporada anteriores. Mostrando que não houve nada de inovador, só meros repetecos.

No "Black Museum", serviu para comprovar uma vez por todas que a tecnologia é do mal, brinca com o ser humano e contou de inovações antigas.

Sinceramente, essa não é a mesma serie que conquistou tantos espectadores interessados na discussão de como será o nosso futuro e como podemos fazer para não cometer os mesmos erros.

Ps: os meus episódios favoritos foram "Hang the DJ" e "Arkangel". Ambos não fogem da crítica acima, mas merecem um post a parte.
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