quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ocupar e resistir ! Reorganização das escolas publicas


Todo brasileiro e o mundo conhece a palavra "direito", algo meio que negado a população e precisamos lutar por algo já nosso na constituição. A luta sempre foi de todos e começa ainda bem jovem por direitos tão grandes.

O governador Geraldo Alckmin, fez um planejamento de reorganização das escolas publicas, fechando e separando a educação infantil do fundamental e do médio. Privando um aprendizado com alunos mais velhos, a vivencia entre os alunos, separando os amigos e superlotando salas já lotadas.

Um planejamento divulgado pela imprensa, sem sabedoria das escolas antes e colocando os alunos na parede. Os próprios alunos tiveram de decidir o que fariam e optaram por ocupar onde é o seu lar do dia-a-dia (a escola)

O Colégio Fernão Dias, em Pinheiros, começou a ocupar junto com outros colégios da capital Paulista. Mostrando a realidade nua e crua das escolas estaduais municipais. Começando a sua própria revolução, não querendo apenas mudar um planejamento governamental, mas mudar a realidade e o estado de onde estudam. Trazendo vida. Reformando tudo o que o governo não consertou nas escolas e colocando tudo no seu devido lugar.

Já ouvi muito dizer que na escola publica ninguém quer estudar realmente, uma bela mentira desvairada, não digo só por conhecer estudantes de escola publica, mas pela grande luta dos estudantes querendo a sua escola. Fazendo uma revolução tão limpa e honesta da situação. Mostrando que deveríamos parar de dizer e ouvir esta historia e dar valor ao ensino publico. E sim, precisa ser melhorado, do mesmo jeito que a nossa politica e sempre concordarei com uma restruturação do nosso Estado.

Os jovens, estão organizados no modo de fazer politica com as próprias mãos e não estão preocupados com a magnitude do seu processo, mas conquistar o direito de ter um bom estudo e um futuro melhor. Trazendo de volta o sentimento de direito do cidadão e colocando a cara na frente, vinda pela "Revolução dos R$0,20", de 2013, onde o "Brasil acordou", mas neste caso os jovens sempre estiveram "acordados" e estão se pronunciando da maneira mais limpa de justiça.

Durante as ocupações, para não dizerem "ai estão perdendo aula", os alunos organizaram na internet procurando voluntários para darem aula nas escolas de qualquer conteúdo e deixando fazer a prova da Saresp (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, prova de avaliação do ensino das escolas publicas de SP) mesmo a instituição ocupada. Em alguns casos, a policia não deixou os profissionais entrarem, mas quem conseguiu aprendeu coisas alem da convivência da ocupação. A vida é um aprendizado e juntos aprendemos muito mais.

Alimentação e cuidados 

Os pais e colegas, coletaram doações e traziam o necessário para os estudantes sobreviverem dentro da ocupação, como comida, remédio, produtos higiênicos e o necessário. Fazem a contagem e dividem igualmente para todos.

Dividindo as tarefas de cada aluno dentro da ocupação, quem iria cozinhar, limpar e consertar. Além dos momentos de descontração dentro eles, jogando bola e conversando. Em uma escola improvisaram um tobogã!

Impressa acompanha a verdade

A imprensa esta contribuindo com os estuantes, não com informações numéricas, mas mostrando a realidade e os esforços de sua luta por estudo e a paixão por continuar estudando. Não basta para o Geraldo se render ou a sua conta bancaria fala mais alto como sempre ?

Alem desta ser a primeira vez que não ouço a palavra "vandalismo" na boca da mídia, de uma revolução tão justa. Os jornalistas, cheiram a verdade e mostram sem pudor e sem manipulações do governo. Cheios de depoimentos e desarmando toda a liberdade de imprensa necessária. Explorando tanto pelos jornalistas de plantão, quanto os estudantes, a internet e todo o seu poder de convocação.

Tenho grande orgulho de poder fazer parte algum dia de um time de jornalistas como os de hoje, pois descrevo o jornalismo deste modo.


Vídeo censurado pelo governador Geraldo Alckmin, pela Folha de SP, recuperado pelos internautas

Se atinge uma formiga, atinge o formigueiro
Na quinta(26/11), estava andando com um amigo na Av.Paulista e encontramos um grupo de estudantes manifestando contra a reorganização, podemos dizer que "caímos de paraquedas". Naquele instituinte, mesmo sendo de escola particular, entramos na causa e manifestamos junto de todos.

Na luta por uma causa, não interessa a sua origem, somente a consciência e o argumento de que toda aquela luta daria certo. Tanto pela historia, na Revolução Francesa, ou direitos jurídicos. Conversando e argumentando, conhecemos a Barbara, uma menina incrível e cheia de argumentos e historias.

O MST, também estava na passeata e apoiando o movimento. Não só por ter filhos em escolas publicas, mas a vitoria dos estudantes representa uma vitoria para o seu movimento e uma chance de alcançarem o seu objetivo.

O grupo de pessoas era enorme, todos com cartazes com os nomes das escolas ocupadas e bandeiras, gritando frases de resistência, como "Se atinge uma formiga, atinge o formigueiro" e outros. Guiados por um carro alto falante na frente.

A passeata foi até o Congresso bater de frente com o Alckmin, mas não ficamos até o final e fomos embora quando estavam na Consolação.

Suspensão de Alckimin 

Após machucar os estudantes se manifestando na rua, violenta-los, leva-los a força e tentar impedir a sua luta. Não tem nada que possa ser tão real quanto fotos e depoimentos de verdade. Poderia talvez ter causado a morte de algum daqueles jovens ou traumatiza-los para sempre.

Na serie Narcos, uma vez se falou: "Um bom politico aguenta pressão externa, mas nunca consegue segurar a pressão interna". Este momento chegou e o Alckimin jogou a bandeira branca, com uma "suspensão" da reorganização e "iremos ter longas conversas com os estudantes em 2016". Não se pode acreditar no governo tão bom em descumprir regras quanto qualquer cidadão.

Os estudantes não pararam de ocupar e protestar. Obrigando o governo a CANCELAR uma injustiça com o futuro da nação, que saber fazer uma verdadeira politica limpa. O governo deveria querer aprender com estes jovens, ao invés de tentar detê-los.

Só penso nos estudantes em casa, querendo terminar o ano letivo e olhando a luta sem saber o próximo passo. Faço a seguinte pergunta: Os estudantes nunca jogarão nenhuma toalha e quando será que o governo levantara a bandeira de paz?

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